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Falas de Lula e Alckmin evidenciam governo em clima de campanha

  • Foto do escritor: Fabio Sanches
    Fabio Sanches
  • há 8 horas
  • 2 min de leitura
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e Vice-Presidente da República, Geraldo Alckmin, durante partida para Johanesburgo. Base Aérea de Brasília – Brasília (DF) Foto: Ricardo Stuckert / PR - Ricardo Stuckert / PR
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e Vice-Presidente da República, Geraldo Alckmin, durante partida para Johanesburgo. Base Aérea de Brasília – Brasília (DF) Foto: Ricardo Stuckert / PR - Ricardo Stuckert / PR

Em evento do PT, presidente falou abertamente sobre vencer o pleito desde ano e estratégias; em exclusiva à Jovem Pan, vice foi duro com adversários


Declarações dos últimos dias do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) mostram que a base do governo já está em ritmo de campanha.


Durante a celebração dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), realizada em Salvador, o petista fez um discurso cobrando autocrítica dos colegas. afirmou que “as brigas internas acabaram com o PT”, ao questionar a perda de espaço nos municípios e cobrar que a sigla pare de “perseguir o erro”.


Sobre as próximas eleições, Lula foi categórico ao dizer que a vitória dependerá da “narrativa política”. De acordo com Lula, a principal necessidade do PT é retomar o contato direto com a população mais pobre. “O PT precisa ir para a periferia conversar com o povo”, afirmou.


Ele destacou também a importância de dialogar com o grupo evangélico. “Nós não precisamos esperar o pastor falar bem de nós. Nós precisamos ir lá”, completou. Também defendeu alianças políticas com partidos de centro, argumentando que política se faz com estratégia: “Nós temos que escolher se a gente quer ganhar ou se a gente quer perder”, disse.


Líder das pesquisas, mas com dificuldades de diminuir a alta rejeição, Lula deu o recado aos colegas de partido e aliados: a campanha já começou e o alvo é conquistar votos de demografias que foram mais alinhadas a Jair Bolsonaro (PL) na última eleição.


Em entrevista exclusiva à Jovem Pan News na última sexta-feira (6), o vice-presidente foi numa linha semelhante, mas mirou outro tipo de eleitor ao dizer que o agronegócio brasileiro terá um ano “maravilhoso” em 2026. Exaltou os dados econômicos numa tentativa de afagar o empresariado, que também costuma torcer o nariz para os governos petistas.


Conhecido por ser mais comedido, Alckmin também subiu o tom contra o bolsonarismo. Questionado sobre a aliança improvável que formou com Lula, antigo rival, disse que o “apreço pela democracia” fez com os que os dois se aproximassem. A defesa do Estado de Direito deu o tom da campanha de 2022, que terminou com vitória da esquerda.


Em seu discurso no sábado, Lula também brincou com a aliança com Alckmin, que classificou como “inimaginável” alguns anos atrás, mas fez questão de exaltar o ex-governador de São Paulo, dando a entender que manterá a dobradinha que foi vitoriosa no pleito passado.


Alckmin é cotado para disputar as eleições como candidato a governador ou senador por São Paulo, mas é mais provável que se mantenha como vice de Lula.


Fonte: Jovem Pan



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