Fachin se reunirá com ministros hoje para discutir relatório da PF que cita Toffoli
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A fala foi feita após novas informações surgirem sobre o relatório da PF, que afirma ter encontrado menções a Toffoli nos diálogos de Vorcaro
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, encerrou a sessão desta quinta-feira (12) mais cedo para se reunir com os outros ministros e discutir o relatório da Polícia Federal (PF) que liga Dias Toffoli ao banco Master. Como noticiado pela Jovem Pan mais cedo, os investigadores afirmam ter encontrado menções ao ministro nos diálogos de Daniel Vorcaro.
Durante a sessão, Fachin disse apenas que dialogaria com os colegas de Corte. Ele afirmou que somente serão ouvidas as sustentações orais dos advogados, e em seguida a sessão será suspensa.
O banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, trocaram mensagens em que discutiram pagamentos à empresa Maridt, que tem o ministro Dias Toffoli como um dos sócios. A informação consta no relatório entregue pela Polícia Federal (PF) ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Vorcaro e Zettel citam nominalmente o sobrenome Toffoli – dois irmãos do ministro também são sócios. Os pagamentos seriam referentes à compra do Tayaya Resort, que tinha a Maridt como sócio. Os detalhes do relatório foram publicados pela Folha de S.Paulo e confirmados pela Jovem Pan.
Nesta quinta-feira (12), o gabinete do ministro divulgou uma nota em que confirma que Toffoli é sócio da Maridt. “De acordo com a Lei Orgânica da Magistratura, o magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador”, diz um trecho do comunicado.
Segundo o texto, a empresa – que também pertence a dois irmãos do ministro – integrou o grupo do Tayaya até 21 de fevereiro do ano passado. “A ação referente à compra do banco Master pelo BRB foi distribuída ao ministro Dias Toffoli no dia 28 de novembro de 2025. Ou seja, quando há muito a Maridt não fazia mais parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro”, argumenta o gabinete.
O ministro também diz que não conhece o gestor do Fundo Arllen – comprador da participação da Maridt no resort e que é ligado a Daniel Vorcaro -, nem teve qualquer relação de amizade “e muito menos amizade íntima” com o banqueiro.
Toffoli foi citado diversas vezes em celular de Vorcaro
A Polícia Federal (PF) encaminhou na segunda-feira (9) ao presidente do STF, Edson Fachin, o relatório sobre os dados colhidos no celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. No aparelho, a corporação encontrou diversas menções ao ministro Dias Toffoli, relator do inquérito sobre a instituição financeira na Corte.
Por esse motivo, a PF pediu ao presidente do STF a arguição de suspeição de Toffoli. Ou seja, que o ministro seja declarado “suspeito” para atuar no processo. No entanto, essa solicitação só pode ser feita pelo Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.
Em nota emitida pelo gabinete, Toffoli disse que o pedido se “trada de ilações”. Baseado no artigo 145 do Código de Processo Civil, o magistrado também argumentou que a corporação “não tem legitimidade” para fazer a solicitação. Ele ainda afirmou que, com relação ao conteúdo do relatório, “a resposta será apresentada ao presidente da Corte”.
Fonte: Jovem Pan







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