Ex-diretor da Funtrab que desviou dinheiro para promover almoço de pastores é condenado
- Fabio Sanches

- há 21 horas
- 2 min de leitura

Ex-diretor, o filho e mais duas pessoas ligadas à empresa de microcrédito respondiam por improbidade administrativa
O ex-diretor-presidente da Funtrab (Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul), Wilton Melo Acosta, e mais duas pessoas foram condenados por improbidade administrativa após desvios de dinheiro destinado a microcréditos. Entretanto, uma quarta pessoa denunciada não foi condenada.
Investigação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em 2018, apurou suposto desvio de recurso públicos destinado à Credquali — instituição vinculada à Fundação —, por integrantes do Conselho Deliberativo da empresa, para pagamento de despesas pessoais e compra de bens privados.
Por meio de uma parceria, firmada no 2º semestre de 2016, entre Funtrab e Credquali, ofertava microcrédito de até R$ 7 mil, além de também oferecer cursos de qualificação profissional. A investigação apontou que os valores desviados foram usados para compra de veículos e promoção de evento particular.
Na época, Wilton era diretor-presidente da Funtrab e integrava o Conselho de Administração da Credquali. Seu filho, Lucas Rael Alves Acosta, também fazia parte do conselho. Já Rosinildo Aparecido de Oliveira atuava como diretor-geral da financeira e Arlei Melo Acosta Coleone como diretora financeira.
Todos eles foram denunciados pelo MP, mas apenas Arlei não foi condena em sentença do juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos. Eles terão quer restituir os cofres públicos.
Wilton — que também é pastor e promoveu um almoço de líderes religiosos com dinheiro desviado — foi condenado a ressarcir os cofres públicos em R$ 6.892,80, além de pagar multa de R$ 7.471,70 e perda da função pública.
Já Lucas pagará R$ 2.315,60 por danos aos cofres públicos e R$ 5.789 de multa. Por fim, Rosinildo terá que ressarcir R$ 1.157,80 e pagar multa de R$ 2.894,50. A sentença ainda cabe recurso.
Fonte: Midiamax






Comentários