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Empresário preso participou de licitação vencida por grupo de comunicação na Câmara de Terenos

  • Foto do escritor: Fabio Sanches
    Fabio Sanches
  • há 6 dias
  • 3 min de leitura
Eli Sousa foi preso por agentes do Gaeco e levado para a Depac-Cepol. (Leonardo de França, Jornal Midiamax)
Eli Sousa foi preso por agentes do Gaeco e levado para a Depac-Cepol. (Leonardo de França, Jornal Midiamax)

Entretanto, defesa nega envolvimento do profissional em licitações em Terenos


O empresário Leandro de Souza Ramos participou de licitação na qual a Impacto Mais, empresa alvo do Gaeco/MPMS (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), nesta terça-feira (21), sagrou-se campeã, na Câmara de Terenos.


O Gaeco deflagrou duas operações mirando fraudes em contratos do Legislativo e Executivo de Terenos. Enquanto a operação Collusion apura organização criminosa que fraudou licitação de serviços gráficos com a prefeitura e o Legislativo, a Simulatum investiga corrupção em contratos para locação de som firmados com a Câmara de Vereadores.


A expressão em inglês “Collusion”, que significa “conluio”, remete à ideia de acordos ilícitos realizados entre os investigados para fraudar contratos públicos.


Empresas participaram da mesma licitação

Entre os presos, está Leandro, que aparece como participante da Licitação nº 10/2022, da Câmara de Terenos, conforme o Portal da Transparência. Com a empresa Leandro de Souza Ramos (CNPJ 26.019.523/0001-73), ele vigora entre os integrantes do certame.


O processo visava à contratação de pessoa física ou jurídica para prestação de serviços de divulgação, em site e jornal, de circulação regional de notícias, matérias e atos oficiais e de interesse da Câmara de Vereadores de Terenos.


Leandro fez proposta de R$ 48,4 mil, enquanto a Impacto Empresa de Jornalismo LTDA (CNPJ 15.917.305/0001-30) ofereceu R$ 44,8 mil pelo serviço. A terceira participante, a FCVN comunicações LTDA (CNPJ 24.543.010/0001-31), ofertou R$ 46 mil.



Com menor preço, a Impacto venceu o certame. Apesar de ter o nome vinculado ao CNJP — existente há nove anos, com situação ativa e sede em Campo Grande —, Leandro alegou, por meio de defesa, que não possui envolvimento com a licitação.


“Leandro não tem envolvimento nenhum em licitação”, destacou Givanildo. “Empresa nenhuma do Leandro concorreu à licitação em Terenos. Não tem nenhum CNPJ vinculado ao nome do Leandro que tenha concorrido à licitação em Terenos”, disse a defesa do investigado.


Confira os nomes de três presos na operação:

  • Francisco Elivaldo de Sousa (Eli Sousa);

  • Antônio Henrique Ocampos Ribeiro;

  • Leandro de Souza Ramos.


O empresário Francisco Elivaldo de Sousa, conhecido como Eli Sousa, dono do grupo Impacto Mais, de Campo Grande, é um dos presos preventivamente em ação do Gaeco.


Fraudes em contratos de publicidade


Choque presta apoio às equipes do Gaeco. (Leonardo de França, Jornal Midiamax)
Choque presta apoio às equipes do Gaeco. (Leonardo de França, Jornal Midiamax)

Em nota oficial, o Ministério Público afirma que foram expedidos seis mandados de prisão e 30 de busca e apreensão. Alguns endereços ligados ao grupo de comunicação foram alvo de varredura no Carandá Bosque, em Campo Grande. Também houve ações no município de Rio Negro.


Os crimes ocorrem desde 2021 e tratam de fraudes em contratos com o município e a Câmara Municipal de Terenos.


Enquanto a operação Collusion apura organização criminosa que fraudou licitação de serviços gráficos com a prefeitura e o Legislativo, a Simulatum investiga corrupção em contratos para locação de som firmados com a Câmara de Vereadores.


  • Collusion: 6 mandados de prisão e 23 de busca e apreensão;

  • Simulatum: 7 mandados de busca e apreensão.


Sociedade

Francisco é sócio do empresário Urandir Fernandes de Oliveira na empresa BDM Dourado Digital Gestão de Ativos Ltda. (CNPJ 37.992.346/0001-23).


Urandir é proprietário da empresa Dakila Comunicações, que tem como sede um imóvel ao lado da casa de Francisco, no Carandá Bosque. O edifício passa por reforma.


Conforme apurado pela reportagem, a Dakila Comunicação, fundada em 2024, adquiriu o referido imóvel do grupo Impacto.


Apesar disso, nem Urandir, nem o grupo Dákila estão sendo investigados.


Jornal Midiamax falou com a advogada do ecossistema Dákila. Kézia Miranda ressaltou que “a BDM Dourado é uma outra empresa, ou seja, são empresas completamente distintas, objetos distintos e atividades distintas”.


A advogada explica que dois CNPJs em que Francisco consta como sócio de Urandir já estão em processo de liquidação e baixa contábil.


Ainda, ressalta que as buscas do Gaeco se restringiram a um imóvel vizinho ao prédio que pertence ao grupo Dákila, “sem qualquer vínculo jurídico, patrimonial ou operacional com o grupo ou com seu fundador [Urandir]”.


Fonte: Midiamax




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