Campo Grande está em alerta por aumento de doenças respiratórias em crianças menores de dois anos
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Dados foram publicados nesta quinta-feira pela Fiocruz
Campo Grande está entre as 15 capitais do país com nível de alerta de risco ou alto risco para SRAG (Síndrome Respiratória Aguda) em crianças menores de dois anos. Os dados foram publicados nesta quinta-feira (14) pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).
Segundo o boletim, 15 das 27 capitais brasileiras apresentam alerta de casos de SRAG nas últimas duas semanas. Além de Campo Grande, estão em atenção Belém, Belo Horizonte, Cuiabá, Florianópolis, Macapá, Maceió, Manaus, Palmas, Porto Alegre, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Teresina.
Os resultados dos exames mostram que, por faixa etária, o aumento dos casos de doenças respiratórias em crianças menores de 2 anos, em maioria, é causado pelo VSR (vírus sincicial respiratório), principal causador da bronquiolite.
Em 2026, já foram notificados 57.585 casos de SRAG em todo o Brasil, sendo 26.338 com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 21.500 e cerca de 5.653 aguardando resultado laboratorial.
Desde o início do ano, já foram verificados 26,3% de casos para influenza A, 2,2% de influenza B, 25,3% de vírus sincicial respiratório, 36,1% de rinovírus e 7,4% de Sars-CoV-2 (covid-19). Nas últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 27,2% de influenza A, 3,7% de influenza B, 41,5% de vírus sincicial respiratório, 25,5% de rinovírus e 2,9% de Sars-CoV-2 (covid-19).
A estabilização dos casos de SRAG ocorre nas faixas etárias de 2 a 14 anos e acima de 15 anos, refletindo a desaceleração do crescimento ou queda das hospitalizações por rinovírus e influenza A, respectivamente, em muitos estados.
Vacinação abaixo do esperado
Apesar de mais de 20 mil pessoas procurarem atendimentos de urgência por vírus respiratórios em abril, apenas 30,7% da população-alvo se imunizou contra a influenza na Capital.
Segundo a superintendente, o esperado era que a cobertura estivesse em torno de 50% a 60% do grupo prioritário, que inclui gestantes, idosos e crianças. Nesta quinta-feira (14), Campo Grande disponibilizou a vacina da gripe para todos os públicos e em todas as unidades de saúde.
A Capital teve dois Dias D, um deles seguindo diretrizes nacionais e o outro, por iniciativa municipal, por conta da baixa cobertura vacinal. Ainda assim, a vacinação do grupo de risco é considerada insuficiente.
Fonte: Midiamax







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