Supervisora da Santa Casa presa por esquema de desvio milionário entra com HC por liberdade

Gaeco levou seis para cadeia durante a Operação Antidotum, na última sexta-feira (11)
Presa na sexta-feira (11) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial na Repressão ao Crime Organizado), a supervisora do setor de prontuário da Santa Casa, Monique Gregório de Oliveira, entrou com HC (habeas corpus) na Justiça.
O pedido foi distribuído no sábado (12) e será analisado pelo relator, desembargador Waldir Marques, da 2ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).
A funcionária foi presa durante a Operação Antidotum, que revelou esquema milionário da diretoria do hospital através de contratações superfaturadas e direcionadas a empresas ‘amigas’, enquanto a Santa Casa vive a maior crise na história, com caos financeiro e déficit milionário.
Além de Monique, foram presos a então presidente da Santa Casa, Alir Terra Lima, Rinaldo Hakme Romano (diretor financeiro do hospital), Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa (diretor financeiro adjunto), Alessandro Dias Junqueira (diretor administrativo) e Maurício Aparecido Benites (empresário).
De acordo com as investigações do MPMS, os valores saíam das contas da Santa Casa e de sua operadora de saúde sob a justificativa de pagamento por serviços prestados por empresas controladas pelo empresário Maurício Aparecido Benites, como a Redvalue Tecnologia e a Ex Be Finance.
Após audiência de custódia, a defesa de Alir Terra se pronunciou, representada pelo advogado Murilo Marques: “Alir está bem, está indignada com as imputações. Enquanto presidente da Santa Casa, ela não realiza nenhum pagamento, não é ordenadora de despesa, então ela está bem confusa com todas as acusações. A gente está começando a preparar a defesa dela para, no início da semana, fazer o pedido de revogação da prisão preventiva”.
A reportagem mantém espaço aberto para a manifestação formal da defesa dos citados no processo.
Fonte: Midiamax







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