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Prisão preventiva de cardiologista é decretada em apuração sobre morte de fisioterapeuta em MS

  • há 8 horas
  • 2 min de leitura
Local onde a mulher foi encontrada morta. (Foto: Marcos Ermínio, Midiamax)
Local onde a mulher foi encontrada morta. (Foto: Marcos Ermínio, Midiamax)

A Justiça de Mato Grosso do Sul decretou a prisão preventiva do cardiologista de 78 anos investigado no caso da morte de sua esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos. A ordem foi emitida pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, marcando a segunda detenção do médico ao longo das apurações do caso.


O crime ocorreu em 18 de maio de 2026, na residência do casal, localizada no bairro Chácara dos Poderes. Na data, equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender a uma ocorrência tratada inicialmente como suspeita de autoextermínio. Fabíola foi encontrada sem vida, com um ferimento provocado por disparo de arma de fogo na região da cabeça.


Em depoimento prestado à polícia, o médico relatou que a esposa realizava atividades matinais antes de subir para o quarto do casal. Diante da demora, alega ter batido à porta do cômodo e, sem resposta, descido para fazer uma ligação telefônica. Segundo a sua versão, ao ouvir o estrondo de um tiro, retornou ao pavimento superior e encontrou a companheira caída ao chão. O investigado acionou funcionários do local e o serviço de emergência via 190.


A defesa do suspeito, representada pelo advogado José Belga Trad, contestou a medida cautelar, classificando a prisão como descabida por ter sido efetuada antes da conclusão do inquérito policial e do oferecimento formal da denúncia pelo Ministério Público. Os advogados sustentam que o investigado tem o direito de apresentar provas e contradizer os elementos colhidos na fase pré-processual.


Por outro lado, os familiares de Fabíola Marcotti rechaçam veementemente a hipótese de suicídio. Em nota divulgada pelo advogado Márcio Leonardo Almeida das Virgens, a família afirma convicção de que a vítima foi assassinada em um contexto de violência de gênero, exigindo rigor e minúcia no encerramento das apurações conduzidas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).


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