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Policial militar é detido com 'supermaconha' na MS-164 e alega desconhecer droga em bagagem de carona

  • há 18 horas
  • 2 min de leitura
Imagem ilustrativa. (Foto: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)
Imagem ilustrativa. (Foto: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

Servidor da PMMS transportava jovem mineira e outro passageiro de Ponta Porã a Campo Grande; suspeita confessou que receberia R$ 3 mil para levar o entorpecente até Belo Horizonte.


Um soldado da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), de 27 anos, foi preso em flagrante na tarde da última segunda-feira (10) transportando quatro quilos de "supermaconha" no porta-malas de seu veículo, na rodovia MS-164, próximo ao distrito de Vista Alegre. A droga estava dividida em 14 pacotes selados a vácuo dentro da mala de uma passageira de 19 anos.


A abordagem foi realizada por equipes do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) no âmbito da Operação Protetor. Em depoimento prestado à polícia, o militar — que atua na corporação há cinco anos e integra a Polícia Rodoviária Estadual há quatro meses — declarou que estava de folga e havia ido a Ponta Porã para comprar uma bicicleta elétrica. Para custear o retorno a Campo Grande, ofereceu vagas de viagem por meio de um aplicativo de caronas.


Versão dos envolvidos

Segundo o depoimento do condutor, ele apenas acomodou as bagagens no porta-malas e negou ter revistado o conteúdo das malas dos passageiros. A dona da bagagem, uma jovem natural de Minas Gerais, confirmou a versão do motorista, isentando-o de conhecimento sobre o produto ilícito.


A passageira relatou ter viajado a Ponta Porã a convite de uma amiga e que aceitou transportar o entorpecente até Belo Horizonte (MG) mediante o pagamento de R$ 3 mil, alegando que não possuía recursos para custear o retorno por conta própria. Ela pagou R$ 130 pelo trajeto até a capital sul-mato-grossense.


Um terceiro ocupante do veículo, de 23 anos, que pagou R$ 150 pelo deslocamento até a rodoviária de Campo Grande, também foi ouvido. Nada de ilegal foi encontrado em seus pertences, e ele reiterou não conhecer o policial nem a jovem mineira antes do embarque.


As investigações prosseguem para apurar a veracidade dos fatos apresentados e o envolvimento de outros suspeitos no esquema de tráfico de drogas da região de fronteira.


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