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Mercado reduz previsão da inflação de 2026 para 3,97%

  • Foto do escritor: Fabio Sanches
    Fabio Sanches
  • há 10 minutos
  • 4 min de leitura
No Focus desta segunda-feira, as projeções para o IPCA de 2028 e 2029 continuaram em 3,50%, pela 14ª e pela 23ª semana consecutiva, respectivamente - Marcello Casal Jr. / Agência Brasil
No Focus desta segunda-feira, as projeções para o IPCA de 2028 e 2029 continuaram em 3,50%, pela 14ª e pela 23ª semana consecutiva, respectivamente - Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

Estimativas de Selic, PIB e câmbio permanecem estáveis, segundo o Boletim Focus


A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 caiu de 3,99% para 3,97%. A taxa está 0,53 ponto porcentual abaixo do teto da meta, de 4,50%. Há um mês, era de 4,05%. Considerando apenas as 63 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida subiu de 3,90% para 3,96%.


A projeção para o IPCA de 2027 continuou em 3,80%, pela 14ª semana seguida. Considerando apenas as 56 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida subiu de 3,66% para 3,80%.


O IPCA encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da última mediana do Focus, que previa que alta de 4,31%, e da estimativa do Banco Central para o período, de alta de 4,4%.


Conforme trajetória divulgada no comunicado da reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC prevê que o IPCA irá encerrar 2026 com alta de 3,4% e espera que a inflação em 12 meses chegue a 3,2% no horizonte relevante, atualmente localizado no terceiro trimestre de 2027.


A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.


No Focus desta segunda-feira, as projeções para o IPCA de 2028 e 2029 continuaram em 3,50%, pela 14ª e pela 23ª semana consecutiva, respectivamente.


Selic segue em 12,25%

A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2026 continuou em 12,25% pela 7ª semana seguida. Considerando só as 77 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana subiu de 12,0% para 12,25%.


A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 52ª semana seguida. Considerando só as 71 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana subiu de 10,00% para 10,50%.


A mediana para a Selic no fim de 2028 continuou em 10,00%. Há um mês, estava em 9,88%. Para 2029, a mediana continuou em 9,50% pela 15ª semana seguida.


Em janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% pela quinta vez seguida, mas indicou que pode começar o processo de corte dos juros na próxima reunião, em março.


“O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, disse a ata da decisão.

Projeção de crescimento do PIB segue em 1,80%

A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 seguiu em 1,80%, pela 9ª semana seguida. Considerando apenas as 38 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa caiu de 1,82% para 1,79%.


O Banco Central (BC) aumentou sua estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano, de 2,0% para 2,3%, no Relatório de Política Monetária (RPM) do quarto trimestre. Segundo a autarquia, a elevação refletiu a revisão nas séries históricas das Contas Nacionais Trimestrais (CNT), que afetou, especialmente, o crescimento da agropecuária no primeiro semestre, e um resultado do terceiro trimestre ligeiramente acima do esperado.


A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 também seguiu estável em 1,80%, pela 6ª semana seguida. Considerando só as 34 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, também permaneceu em 1,80%.


As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, pela 100ª e 47ª semana seguida, respectivamente.


Dólar no fim de 2026 segue em R$ 5,50

A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2026 permaneceu em R$ 5,50 pela 17ª semana consecutiva. A projeção para a moeda no fim de 2027 continuou em R$ 5,50, mesmo nível em que estava há quatro semanas.


Para o fim de 2028, oscilou de R$ 5,52 para R$ 5,50. Há um mês, era de R$ 5,52. Para 2029, seguiu em R$ 5,57, mesmo nível em que estava há quatro semanas.


A moeda americana fechou 2025 cotada em R$ 5,4840, com perda acumulada de 11,18% frente ao real. A apreciação da divisa brasileira foi motivada pelo enfraquecimento global do dólar e pela atratividade das operações de carry trade, na esteira do forte ciclo de aperto monetário conduzido pelo Banco Central, que levou a Selic a 15% ao ano.


A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.


*Estadão Conteúdo 


Fonte: Jovem Pan




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