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Mau tempo pode ter contribuído para queda de aeronave em Campo Grande, indica delegado

  • há 16 horas
  • 2 min de leitura
Delegado Sam Ricardo Aranha Suzumura. (Foto: Leo de França, Jornal Midiamax)
Delegado Sam Ricardo Aranha Suzumura. (Foto: Leo de França, Jornal Midiamax)

Hipótese é levantada devido à cerração encontrada no local durante as primeiras horas de investigação


A queda da aeronave que ocorreu na região do Aero Rural, nesta sexta-feira (3), pode ter sido gerada por uma desorientação espacial. Conforme o delegado Sam Ricardo Aranha Suzumura, a hipótese é levantada devido à cerração encontrada no local durante as primeiras horas de investigação.


“A hipótese seria uma desorientação espacial. Inclusive, na hora que as buscas começaram pelo Corpo de Bombeiros, estava muita cerração; então, é possível que, no momento do início do voo, estivesse uma condição pior ainda. Então, as condições climáticas podem ter provocado uma desorientação espacial no piloto. É possível”, destaca.

O delegado ainda explica que, trabalhando na hipótese de desorientação espacial, é possível que o piloto nem tenha percebido as condições em que a aeronave se encontrava. Suzumura destaca, contudo, que é necessário prosseguir com as investigações para entender o que pode ter ocorrido.


“Ele talvez nem tenha tido tempo de tentar reverter, por não saber o que estava acontecendo exatamente, de não saber a posição da aeronave. Já estando muito próximo da aeronave, já não haveria mais tempo. Mas isso tudo seria especulativo, a gente precisa prosseguir as investigações, sobretudo, com os levantamentos periciais.”

Além disso, a parte mecânica da aeronave ainda deve passar por análise. Para isso, as equipes contarão com o apoio do Seripa (Serviços Regionais de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).


Queda de avião

Desde o início da manhã desta sexta-feira (3), equipes do Corpo de Bombeiros faziam buscas pelo avião na região do Aero Rural. Os militares encontraram o avião horas depois, em uma área de mata.


Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, a aeronave teria explodido logo após a queda. Um trabalhador que teria saído do Aeroporto Santa Maria foi quem encontrou os destroços do avião na área de mata.


O proprietário do aeródromo, Eder Correa, contou que ouviu o barulho por volta das 6h30 e percebeu que o chão tremeu. A aeronave seria de uma empresa que faz táxi-aéreo e estava apta a fazer voo por instrumento, de acordo com Eder.


Uma câmera de segurança de um condomínio na BR-262, na zona industrial, captou o som da queda da aeronave. A queda do Cessna Piper Sêneca, nesta sexta-feira (3), em Campo Grande, é a primeira registrada em 2026 em Mato Grosso do Sul.


Fonte: Midiamax


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