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Justiça manda Alcides Bernal a júri popular por assassinato de Mazzini

  • há 17 horas
  • 3 min de leitura

Bernal está preso há três meses pelo homicídio do fiscal tributário


A Justiça determinou que o ex-prefeito Alcides Bernal seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri em Campo Grande. Ele é réu pela morte do fiscal tributário Roberto Mazzini e está preso desde o final de março deste ano.


A decisão do júri popular é do juiz de Direito, Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, após as audiências de instrução e mais de 10 testemunhas ouvidas sobre o caso.


Alcides Bernal foi pronunciado por homicídio qualificado, cometido por meio cruel e por utilizar um recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ter uma causa especial de aumento de pena devido à idade da vítima, que era superior a 60 anos, e por invasão de domicílio.


O ex-prefeito também foi pronunciado por porte ilegal de arma de fogo, nas modalidades “manter sob sua guarda” e “portar” em relação ao revólver de calibre .38 Special. A prisão preventiva de Bernal também foi mantida pelo juiz.



Ex-prefeito é denunciado por homicídio

A 19ª Promotoria de Justiça de Campo Grande denunciou o ex-prefeito Alcides Bernal pelo homicídio qualificado do fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini e porte ilegal de arma de fogo. O político e advogado está preso desde a data do crime, 24 de março de 2026.


Na denúncia, os promotores Lívia Carla Guadanhim Bariani e José Arturo Bobadilla Garcia ressaltam que Mazzini, de 60 anos, havia adquirido a casa de Bernal, no Jardim dos Estados, em um leilão da Caixa Econômica Federal, e foi ao local tomar posse do imóvel, junto de um chaveiro.


“O crime foi cometido por motivo torpe, visto que o denunciado agiu impelido pelo sentimento de vingança, mais precisamente porque não aceitava a perda do imóvel para a vítima e ainda acreditava ter direito sobre ele. Assim, decidiu ceifar-lhe a vida. Dada a repugnância da motivação do crime, caracterizada esta a qualificadora”, escreveram os membros do MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul).

Assim, o político foi denunciado por homicídio qualificado por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa, contra a vítima maior de 60 anos; e também por porte ilegal de arma de fogo.


Dias depois, o MP complementou a denúncia e pediu à Justiça a inclusão de mais um agravante ao assassinato, de meio cruel, e pelo crime de violação de domicílio.


“O homicídio é qualificado porque cometido com emprego de meio cruel, pois o denunciado, em atitude perversa, realizou um primeiro disparo em desfavor da vítima, atingindo-a, e, após incapacitada, efetuou o segundo à curta distância, quando a vítima estava caída. Continuamente, evadiu-se do local sem prestar socorro ao ofendido, revelando total insensibilidade”, pontuaram Lívia e José Arturo.

Bernal preso por assassinato

crime aconteceu em uma casa que pertenceu a Bernal, mas foi arrematada em um leilão por Mazzini, no ano passado. Na tarde de 24 de março, Roberto foi até lá, na presença de um chaveiro, a fim de tomar posse do imóvel, mas foi alvejado por ao menos dois tiros, que atingiram a região da costela, transfixando, e a dorsal da vítima.


O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 14h; eles realizaram, por cerca de 25 minutos, manobras de reanimação, mas o servidor não resistiu e morreu.


Após o crime, o ex-prefeito se entregou na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro. Já o chaveiro, que presenciou o assassinato, foi encaminhado para o Cepol (Centro Integrado de Polícia Especializada).


Fonte: Midiamax

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