Governo Trump resgata Doutrina Monroe e reafirma 'dominância' dos EUA na América Latina
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Em um movimento para reafirmar a influência geopolítica de Washington na região, o Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou um vídeo institucional declarando que a "dominância" do país na América Latina e no Caribe "nunca mais será questionada". A gravação, narrada pelo embaixador norte-americano no Panamá, Kevin Marino Cabrera, recorre ao histórico diplomático dos EUA para respaldar a atual política externa da administração Donald Trump.
O material utiliza a Doutrina Monroe — formulada em 1823 pelo ex-presidente James Monroe — como fio condutor para contextualizar séculos de intervenções no continente. Ao longo da narrativa, Cabrera relembra episódios como a redefinição do conceito em 1895 pelo então secretário de Estado Richard Olney, o Corolário Roosevelt e o apoio à independência do Panamá em 1903, evento que garantiu aos americanos o direito de construir e controlar o Canal do Panamá. A produção também destaca a aplicação do dispositivo durante a Guerra Fria, incluindo a Crise dos Mísseis em Cuba (1962) e as ações contra a Frente Sandinista na Nicarágua na década de 1980.
Ao apontar Trump como o "mais recente defensor" dessa diretriz, o embaixador citou a Operação "Absolute Resolve", ação que culminou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro para responder a acusações de narcoterrorismo na Justiça americana.
A declaração está alinhada com a nova Estratégia de Segurança Nacional da Casa Branca, apresentada em dezembro de 2025. O documento adota explicitamente os preceitos da Doutrina Monroe como sustentação política e jurídica para justificar a presença militar dos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental.







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