Dólar e prêmios de exportação blindam preços da soja no Brasil mesmo com queda em Chicago
- há 17 horas
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Apesar do recuo de mais de 10 pontos nos contratos futuros na CBOT diante da expectativa pelo relatório do USDA, a cotação da saca no mercado brasileiro segue firme e encosta nos R$ 150 nos portos.
Os preços da soja no mercado físico brasileiro demonstraram forte resiliência nesta terça-feira (11), sustentando patamares próximos de R$ 150,00 por saca nos principais portos do país. O movimento local operou na contramão da Bolsa de Chicago (CBOT), onde os contratos futuros fecharam em queda expressiva devido ao reposicionamento de investidores antes da divulgação do novo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Segundo dados divulgados pelo portal Notícias Agrícolas, a valorização do dólar frente ao real, somada ao fortalecimento dos prêmios de exportação, serviu como suporte para as cotações nacionais. Nas praças portuárias, a saca negociada variou entre R$ 146,50 e R$ 150,00, mantendo o fluxo de vendas ativo tanto para o grão disponível quanto para a safra futura.
Cautela no mercado internacional à espera do USDA
No ambiente externo, os contratos futuros da oleaginosa registraram perdas superiores a 10 pontos nos vencimentos mais negociados. A posição para novembro recuou para US$ 11,68 por bushel, enquanto a liquidação para janeiro de 2027 encerrou cotada a US$ 11,84 por bushel.
A retração na CBOT é atribuída ao ajuste de posições e à postura de cautela adotada por fundos e operadores. O mercado busca clareza sobre os volumes de produção, produtividade e estoques finais dos EUA para o ciclo 2026/27. Há divergências entre analistas: uma parcela aposta em estimativas mais elevadas em função do clima favorável no final de julho, enquanto outros destacam o estresse térmico registrado no início do mês.
Atualmente, cerca de 62% das lavouras norte-americanas de soja apresentam condições boas ou excelentes. A pressão adicional sobre o grão em Chicago veio da retração nos preços do óleo de soja, que caiu mais de 1% na sessão.
Sustentação no mercado nacional
Apesar da pressão externa, os prêmios nos portos brasileiros operam nos patamares mais elevados do ano, oscilando entre 150 e 170 pontos positivos. A demanda compradora segue aquecida pela necessidade de completar o carregamento de navios já programados, garantindo sustentação às cotações internas e mantendo a atratividade das negociações para o produtor rural.







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