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‘Deixa ele trabalhar’, diz vereador sobre volta de prefeito de Terenos com tornozeleira

  • há 10 horas
  • 3 min de leitura
Vereador Caco, do PP em Terenos. (Foto: Arquivo, Jornal Midiamax)
Vereador Caco, do PP em Terenos. (Foto: Arquivo, Jornal Midiamax)

Henrique Budke estava afastado há nove meses por suspeita de corrupção e obteve habeas corpus no STJ


O vereador Clayton Cleone, o Caco (PP), disse nesta quinta-feira (25) que o prefeito de Terenos, Henrique Budke (PSDB), precisa trabalhar sem empecilhos, mas que a Câmara Municipal deve continuar fiscalizando. O tucano obteve decisão judicial para reassumir o cargo após nove meses.


Budke é investigado por liderar um suposto esquema de corrupção na prefeitura que teria desviado R$ 15 milhões em um ano. Para Caco, o prefeito tem o direito à presunção de Inocência como qualquer pessoa.


“O Superior Tribunal de Justiça autorizou ele a voltar, quem somos nós para barrar? Então tem que acatar e deixar ele trabalhar, fiscalizar mais agora. Ficar em cima, apesar de que todo mundo vai ficar de olho nele agora”, opinou.

O prefeito obteve decisão do STJ para reassumir o cargo, mas o ministro Ribeiro Dantas manteve as medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, e proibiu o político de manter contato com investigados e de movimentar contratos alvos da ação.


Gaeco desmonta esquema de corrupção liderado por prefeito de Terenos

Em 9 de setembro de 2025, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) deflagraram a Operação Spotless, contra um esquema de corrupção na Prefeitura de Terenos.


Foram expedidos 16 mandados de prisão e 59 mandados de busca e apreensão em Terenos, Campo Grande e Santa Fé do Sul (SP). O prefeito Henrique Budke (PSDB) é apontado como líder da organização criminosa.


A investigação apontou que o grupo liderado por Budke tinha núcleos com atuação bem definida. Servidores públicos fraudaram disputa em licitações, a fim de direcionar o resultado para favorecer empresas.


Os editais foram elaborados sob medida e simulavam competição legítima. Somente no último ano, as fraudes ultrapassaram os R$ 15 milhões.


O esquema ainda pagava propina para agentes públicos, que atestavam falsamente o recebimento de produtos e serviços e aceleravam os processos internos para pagamentos de contratos.


A Operação Spotless foi deflagrada a partir das provas da Operação Velatus, realizada em agosto de 2024. O Gaeco e Gecoc obtiveram autorização da Justiça e confirmaram que Henrique Budke chefiava o esquema de corrupção.


Spotless é uma referência à necessidade de os processos de contratação da administração pública serem realizados sem manchas ou máculas. A operação contou com apoio operacional da PMMS (Polícia Militar de MS), por meio do BPChoque (Batalhão de Choque) e do Bope (Batalhão de Operações Especiais).


Budke foi solto ainda em setembro de 2025 após obter habeas corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça). O afastamento dele, que era voluntário, foi referendado pelo Judiciário.


Prefeito afastado e mais 25 são denunciados à Justiça

O MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) denunciou o prefeito afastado de Terenos, Henrique Budke (PSDB), e mais 25 pessoas envolvidas no suposto esquema de corrupção na prefeitura.


Licitações de obras públicas eram direcionadas, e empresas se revezavam nos serviços, garantindo que o grupo se beneficiasse do esquema, que incluía pagamento de propina ao prefeito e a outros citados.


“O que se apurou na investigação é uma organização criminosa instalada no Poder Executivo do Município de Terenos, atuando há anos para fraudar licitações e saquear os cofres públicos, um verdadeiro balcão de negócios comandado pelo prefeito municipal [Henrique Budke]”, pontuou o procurador-geral de Justiça Romão Ávila Milhan Júnior.

Fonte: Midiamax

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