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De militante do PT à primeira-dama: conheça a trajetória de Janja, esposa de Lula

há 7 horas
3 min de leitura
Antônio Cruz/Agência Brasil
Antônio Cruz/Agência Brasil

Formada em ciências sociais pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), ela filiou-se ao Partido dos Trabalhadores aos 17 anos


Rosângela Lula da Silva é conhecida pelo seu apelido: Janja. Esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a socióloga prometeu, ao início do mandato do petista, resignificar o papel de primeira-dama. O chefe do Executivo disputa a reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).


Lula foi reeleito neste domingo (25) em uma eleição histórica, em que, pela primeira vez na história, um candidato que saiu atrás no primeiro turno conseguiu reverter o resultado da eleição na votação decisiva.


Nascida em 27 de agosto de 1966, em União da Vitória, no Paraná, Janja é filha de José Clóvis da Silva e Vani Terezinha Ferreira, que morreu em 2020 por covid-19. A família da socióloga mudou-se para Curitiba, a capital do estado, pouco depois de seu nascimento.


Em 1983, Janja filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) aos 17 anos. Participou das atividades ligadas à redemocratização e ao movimento Diretas Já, que pedia eleição direta para Presidência da República após o fim da Ditadura Militar.


Carreira no setor elétrico

Formada em ciências sociais pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 1991, Janja prestou serviços a órgãos públicos de Curitiba, colaborou com iniciativas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), trabalhou na liderança do PT na Assembleia Legislativa do Paraná e integrou as ações ligadas à construção da usina hidrelétrica de Barra Grande.


Em 2003, a socióloga começou a prestar serviços de consultoria à Itaipu Binacional. Passou a integrar formalmente o quadro de funcionários da usina dois anos depois.


De 2012 a 2016, foi cedida à Eletrobras. Após o período, retornou à Itaipu Binacional. Janja aposentou-se em 2019.


Relacionamento com Lula

Em maio de 2019, quando o chefe do Executivo estava preso na Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) em Curitiba, o economista Luiz Carlos Bresser-Pereira revelou que Lula estava apaixonado e iria se casar depois de ser solto. À época, a identidade de Janja não foi revelada.


O relacionamento começou em dezembro de 2017. Em março do ano seguinte, Janja acompanhou o petista em uma caravana que percorreu Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.


Quando o chefe do Executivo foi preso, em 7 de abril de 2018, Janja participou da Vigília Lula Livre montada na frente do prédio da PF. O petista foi solto em 8 de novembro, momento em que a socióloga foi apresentada como sua “futura companheira”.


O casal mudou-se para São Bernardo do Campo, berço político de Lula. Em maio de 2022, eles se casaram em uma cerimônia na capital paulista que reuniu políticos, artistas e influenciadores. O matrimônio foi oficializado por dom Angélico Sândalo Bernardino.


Campanha presidencial de 2022

Janja foi peça fundamental na campanha de Lula em 2022. Ativa nas redes sociais, a socióloga contribuiu com a aproximação do chefe do Executivo a artistas, como Anitta, e com a comunicação digital.


A socióloga também deu contribuições à campanha em temas que têm afinidade, como diversidade, sustentabilidade e direito das mulheres e dos animais. Durante o primeiro turno, prometeu “ressignificar” o papel da primeira-dama.


Após a vitória de Lula contra o ex-presidente Jair Bolsonaro no segundo turno, Janja se envolveu com as atividades desempenhadas na transição de governo. A socióloga também coordenou os preparativos para a posse presidencial, como o Festival do Futuro e o ato de entrega da faixa ao petista por representantes do povo brasileiro.


Como primeira-dama, Janja tem atuado em frentes sobre direitos das mulheres, fome e pobreza, infância e adolescência, sustentabilidade e proteção e bem-estar animal. Deu suporte a campanhas governamentais e a atividades do G20. Também participou da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) e de eventos da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI).


Fonte: Jovem Pan

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