Crise diplomática: EUA alegam travamento de negociações e justificam revogação de visto de embaixadora brasileira
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Washington aponta demora de Brasília em conceder autorização a novo embaixador americano e recusa de vistos a diplomatas como motivos para a sanção baseada em reciprocidade.
O governo dos Estados Unidos afirmou que o cancelamento do visto diplomático da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, ocorre após meses de tentativas frustradas de diálogo entre os dois países. Segundo um alto funcionário do Departamento de Estado norte-americano, a medida foi tomada porque o governo brasileiro estaria protelando o processo de concessão do agrément — a autorização formal necessária para a posse do novo embaixador indicado pelo presidente Donald Trump para a missão em Brasília.
A insatisfação da diplomacia americana também envolve a negação de vistos diplomáticos a outros dois representantes dos EUA por parte do governo brasileiro. De acordo com Washington, todas as vias diplomáticas teriam sido esgotadas antes de adotar a retaliação, enquadrada no princípio de reciprocidade diplomática. O Departamento de Estado ressaltou, contudo, que a revogação poderá ser revista caso Brasília aprove a indicação do novo chefe da embaixada americana.
Procedimentos e impacto na Embaixada do Brasil
Sob as regras da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, diante da perda do reconhecimento oficial pelo Estado receptor, o governo brasileiro deverá providenciar a substituição da embaixadora Maria Luiza Viotti e o seu retorno ao Brasil dentro de um prazo razoável.
Apesar da medida, as atividades da Embaixada do Brasil em Washington permanecem em funcionamento normal. A chefia da representação foi assumida interinamente pelo encarregado de negócios da missão diplomática, que responderá pelo posto até que um novo embaixador seja indicado pelo Brasil e aceito formalmente pelas autoridades americanas.







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