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Corinthians recua, tenta reabrir conversas com Memphis Depay e busca parceiros no mercado

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura
Corinthians decidiu não renovar contrato com Memphis Depay - EVERTON OKUBO/AGÊNCIA F8/ESTADÃO CONTEÚDO
Corinthians decidiu não renovar contrato com Memphis Depay - EVERTON OKUBO/AGÊNCIA F8/ESTADÃO CONTEÚDO

Nova proposta prevê teto salarial sem verbas extras de marketing; instabilidade da diretoria e normas de compliance representam desafios para atrair investidores.


Após anunciar oficialmente que não renovaria o contrato de Memphis Depay por razões de sustentabilidade financeira, a diretoria do Corinthians voltou atrás e tenta retomar as negociações com o atacante holandês.


A nova investida do clube alvinegro estabelece exigências rígidas para o acerto. O Corinthians condiciona o acordo à aceitação, por parte do atleta, de um contrato de duas temporadas com vencimentos fixados em R$ 27 milhões anuais.


Corte de incentivos e novos termos

Para se adequar ao orçamento, o novo modelo proposto elimina benefícios expressivos que constavam em conversas anteriores:

  • Ajuda de custo: R$ 6 milhões retirados da proposta.

  • Verbas de marketing: R$ 15 milhões em receitas paralelas desconsiderados no novo modelo.


O desafio do aporte privado

Diante da restrição orçamentária, a estratégia da diretoria corintiana é buscar parceiros comerciais e empresas privadas dispostas a custear parte da operação. No entanto, especialistas do mercado corporativo avaliam que o momento é desfavorável para atrair grandes marcas.


A mudança repentina de postura do clube — de cancelar as tratativas para tentar viabilizá-las dias depois — sinaliza instabilidade na tomada de decisões. Além disso, grandes empresas costumam evitar exposição a cenários de desgaste político e eventuais riscos jurídicos na FIFA relacionados a quebras de acordos prévios.


Outro obstáculo relevante são os rigorosos processos de compliance exigidos pelo mercado corporativo. Em situações de alta volatilidade institucional, conselhos de administração e setores de governança tendem a aguardar a estabilização do cenário antes de autorizar aportes financeiros de grande porte.

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