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Caso DaVita: novas denúncias apontam reuso de insumos e sucateamento de equipamentos em clínica de Campo Grande

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
Paciente passando por hemodiálise — ilustrativa. (Foto: Reprodução, Cofen)
Paciente passando por hemodiálise — ilustrativa. (Foto: Reprodução, Cofen)

A investigação conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) sobre a clínica de hemodiálise DaVita, no bairro São Francisco, em Campo Grande, ganhou novos desdobramentos com o surgimento de relatos adicionais de pacientes. Após a formalização de um inquérito civil motivado por duas mortes registradas na unidade, usuários do serviço — incluindo beneficiários de convênios particulares — relatam falhas estruturais severas, problemas de higienização e o descumprimento de normas sanitárias básicas.


Apesar de a instituição negar irregularidades, novos depoimentos indicam que a reutilização de capilares descartáveis afetava também os pacientes da rede privada, e não apenas do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo relatos, dispositivos de uso único eram mantidos em operação até apresentarem rupturas durante as sessões de tratamento.


A estrutura física do local também é alvo de críticas. Pacientes apontam a presença de máquinas de hemodiálise antigas mantidas em funcionamento por meio de remendos com fita adesiva, acomodações em mau estado de conservação, problemas recorrentes de higiene e odores desagradáveis no ambiente assistencial.


Os relatos reforçam o parecer técnico emitido pela Vigilância Sanitária Estadual após inspeções requisitadas pela 76ª Promotoria de Justiça da Capital. A fiscalização constatou 12 infrações sanitárias, com falhas na higienização de aparelhos, falta de controle adequado da qualidade da água, inconsistências nos registros de atendimento e ausência de comunicação oficial sobre eventos adversos. O órgão instaurou processo administrativo sanitário e aplicou sanções ao estabelecimento.


Com a abertura formal do inquérito civil no fim de julho, a clínica recebeu prazo de 20 dias para demonstrar a correção das irregularidades apontadas pelas autoridades sanitárias. Na esfera criminal, a 1ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande conduz apurações para esclarecer as circunstâncias das mortes ocorridas na unidade.


A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que o serviço permanece sob monitoramento e que o processo administrativo sanitário segue em fase de julgamento técnico pelas instâncias superiores.


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