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Café fecha nas mínimas em 19 meses com perdas de mais de 2% em NY nesta 5ª

  • há 4 dias
  • 2 min de leitura
Imagem: Wix
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Mercado pressionado pelas perspectivas de oferta robusta


A quinta-feira terminou com perdas expressivas de mais de 2% para os preços do café arábica na Bolsa de Nova Iorque. Os contratos mais negociados terminaram o dia caindo entre 2% e 2,3%, com o julho sendo cotado a  247,35 cents de dólar por libra-peso, enquanto o dezembro foi a 235,45 cents/lb. 


Com o recuo desta sessão, as cotações testam suas mínimas em 19 meses no mercado futuro norte-americano, e o robusta - que também cedeu na Bolsa de Londres nesta quinta-feira - chegando aos seus menores valores em sete semanas. 


O avanço acelerado da colheita no Brasil e projeções de uma oferta global robusta são os principais fatores que pesam sobre as mesas de negociação, apesar de problemas pontuais que registra a safra do Brasil nos últimos dias.


O clima predominantemente seco e de altas temperaturas nas principais regiões produtoras brasileiras tem favorecido o bom avanço dos trabalhos de campo nos cafezais do país, garantindo a chegada do grão novo ao mercado e pesando sobre os preços. Os vencimentos mais alongados estão ainda mais baixos. 


Os números continuam sinalizando uma safra recorde no Brasil nos relatórios oficiais, porém, há divergências ainda sobre o tamanho da oferta entre especialistas e produtores, em especial sobre a safra do arábica.


"Embora os estoques certificados globais sigam em níveis historicamente apertados, analistas de mercado apontam que, a menos que ocorra um evento climático extremo nas próximas semanas na América do Sul, a tendência é de que o mercado internacional acomode os preços em patamares mais baixos, consolidando uma transição para uma fase de folga na oferta global", afirmam analistas e consultores internacionais.

O mercado físico brasileiro reflete o recuo externo, operando com ritmo lento e negócios apenas pontuais nos últimos dias. 


"O mercado físico brasileiro de arábica permanece calmo, praticamente paralisado. Os cafeicultores que ainda têm lotes de café arábica da safra atual, 2025/2026, relutam em vender nas bases de preços praticadas pelos compradores, mas diariamente saem alguns negócios", explicou o consultor de mercado Eduardo Carvalhaes, diretor do Escritório Carvalhaes. 

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