top of page
BG Nova 106 News - 1920 x 230.png

Bullying machuca em silêncio e pode deixar marcas para a vida toda

há 22 horas
4 min de leitura
Kids laughing at their classmate
Kids laughing at their classmate

No Dia Mundial de Combate ao Bullying, especialistas reforçam a importância da empatia


Nem toda ferida aparece na pele. Algumas se escondem no silêncio, no medo de ir à escola, na dificuldade de fazer amigos ou naquela criança que, aos poucos, deixa de acreditar no próprio valor. O bullying pode deixar marcas profundas, muitas vezes invisíveis, que acompanham a vítima por muito tempo e comprometem sua autoestima, confiança e saúde emocional.


Neste 20 de outubro, Dia Mundial de Combate ao Bullying, o alerta vai além dos muros das escolas: combater a violência exige atenção, acolhimento e responsabilidade de toda a sociedade. É preciso reconhecer que palavras, humilhações, apelidos ofensivos, ameaças e exclusões não são brincadeiras inofensivas quando provocam sofrimento e se tornam formas de intimidação.


Aliás, segundo especialistas que conversaram com o Midiamax, é importante ressaltar que, por trás de um sorriso que desaparece, uma criança que se isola ou um adulto que passa a duvidar de si mesmo, pode existir uma dor que ninguém percebeu a tempo. Por isso, falar sobre bullying é também falar sobre saúde, dignidade e a necessidade de construir ambientes onde cada pessoa se sinta segura para ser quem é.


Acolher também é educar


(Freepik/Reprodução)
(Freepik/Reprodução)

Na infância, a escola ocupa um lugar fundamental na formação emocional e social. É nesse ambiente que as crianças aprendem a conviver, constroem amizades, descobrem suas habilidades e começam a compreender o valor das diferenças. Quando esse espaço é marcado pela intimidação, porém, o aprendizado pode dar lugar ao medo e à insegurança.


Na Escola Amarelinha – Yellow, a diretora Patrícia Masotti Fernandes destaca que a educação precisa caminhar lado a lado com o acolhimento e o respeito. Para ela, cada criança deve ter a oportunidade de crescer em um ambiente de amor, proteção e segurança.


“O bullying pode deixar marcas emocionais, prejudicando a autoestima, a confiança e o desenvolvimento infantil. Por isso, nosso compromisso é ensinar desde cedo a importância da empatia, da amizade e do respeito às diferenças”, reforça a direção da instituição.

A educadora também chama a atenção para a importância da parceria entre escola e família. Ouvir sem julgar, observar mudanças de comportamento e oferecer apoio são atitudes que podem fazer a diferença na vida de uma criança que enfrenta situações de violência.


Quando uma criança encontra adultos dispostos a escutá-la, ela compreende que não precisa enfrentar o sofrimento sozinha. Mais do que interromper uma agressão, é necessário reconstruir a confiança, fortalecer os vínculos e mostrar que pedir ajuda não é sinal de fraqueza.


“Como diretora, acredito que educar é também acolher, ouvir e proteger. Quando escola e família caminham juntas, construímos um ambiente onde nossas crianças se sentem valorizadas e felizes”, afirma Patrícia.

A missão, segundo a direção da Escola Amarelinha, vai além do ensino em sala de aula: é contribuir para a formação de crianças confiantes, respeitosas e preparadas para os desafios da vida.


Saúde física e emocional caminham juntas

(Freepik/Reprodução)
(Freepik/Reprodução)

Os efeitos do bullying não devem ser ignorados. O sofrimento emocional pode afetar a maneira como a pessoa se relaciona, aprende e enfrenta os desafios cotidianos. Por isso, identificar os sinais, oferecer apoio e procurar ajuda profissional quando necessário são medidas importantes para evitar que a dor seja carregada em silêncio.


A médica clínica geral Dra. Claudia Pires da Silva Ribas ressalta que o cuidado com o corpo e a mente é essencial para o bem-estar. Segundo ela, manter uma alimentação equilibrada, realizar acompanhamento médico e buscar apoio psicológico, quando necessário, são atitudes que contribuem para a saúde integral.


“Como médica, acredito que cuidar da saúde física e emocional é essencial para enfrentar os desafios da vida com mais disposição e equilíbrio”, destaca.

A profissional explica que nutrientes como a vitamina D, as vitaminas do complexo B e minerais como ferro, zinco e magnésio desempenham funções importantes no organismo. Quando há deficiências nutricionais, a reposição adequada, sempre com orientação médica, pode contribuir para melhorar a saúde e o bem-estar.


A médica, no entanto, ressalta um ponto fundamental: vitaminas e suplementos não eliminam os efeitos emocionais do bullying. O cuidado nutricional pode integrar uma abordagem mais ampla de saúde, mas não substitui o acolhimento, o acompanhamento psicológico nem as medidas necessárias para interromper as agressões.


“Cuidar do corpo e da mente é oferecer a crianças e adultos melhores condições para superar dificuldades e viver com mais saúde, confiança e alegria”, enfatiza Claudia.

O silêncio não pode ser a resposta

Combater o bullying começa com atitudes que parecem pequenas, mas carregam um significado enorme: não rir de uma humilhação, não compartilhar conteúdos ofensivos, não excluir alguém de propósito e não permanecer indiferente diante do sofrimento de outra pessoa.


Pais e responsáveis devem estar atentos a mudanças repentinas de comportamento, isolamento, resistência em frequentar a escola, tristeza persistente ou queixas frequentes sem explicação aparente. Esses sinais não confirmam, por si só, a ocorrência de bullying, mas merecem atenção e uma conversa acolhedora, sem julgamentos ou cobranças.


Quando a violência acontece, a vítima precisa ser ouvida e protegida. A responsabilidade de interromper o bullying não pode ser colocada sobre quem sofre as agressões. Cabe aos adultos e às instituições agir, apurar os fatos e garantir um ambiente seguro.


Neste 20 de outubro, a mensagem é clara: nenhuma criança deve ter medo de ir à escola, nenhum adulto precisa aceitar a humilhação como parte da vida e ninguém deveria se sentir sozinho diante do sofrimento.


Conheça a Escola Amarelinha – Yellow

📍 Endereço: Avenida Alberto Araújo Arruda, 467, Campo Grande (MS), CEP 79033-470

📞 Telefone: (67) 3354-5566


Fonte: Midiamax


Comentários


bottom of page
google-site-verification: google4a972b81c6e55585.html