Acusação tenta barrar depoimento de delegado amigo de Bernal em audiência
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Promotores alegaram que a testemunha é próxima do réu, em audiência do caso da morte do fiscal Roberto Mazzini
Os promotores de acusação do caso da morte do fiscal tributário Roberto Mazzini tentaram barrar o depoimento do delegado de Valmir de Moura Fé por conta da amizade com o réu, Alcides Bernal, em audiência realizada nesta quarta-feira (27), em Campo Grande.
Antes da oitiva, a acusação pediu a impugnação do depoimento, mas não foi aceita pelo juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. Atualmente, Valmir é delegado de Corguinho e falou por meio de videochamada.
Os dois se conheceram em 2015, e o delegado afirmou que Bernal o procurava, pois acreditava que estava sendo perseguido. “Como sou delegado, ele sempre narrava e eu acabava auxiliando, porque eu era ouvidor. De trato pessoal, ele era tranquilo”, disse.
Além disso, aprofundou-se na questão da perseguição alegada pelo ex-prefeito de Campo Grande. “Ele exigia que fizesse a segurança. Em certa ocasião, jogaram um jornal na casa dele. Ele ficou com medo se era alguma outra coisa. Ele sempre tinha convicção de que alguém estivesse perseguindo ele. Isso gerou vários boletins de ocorrência”, contou.
Nesta quarta-feira (27), a Justiça ouve as testemunhas de defesa de Alcides Bernal, no segundo dia de audiência de instrução de julgamento. Na terça-feira (26), foram ouvidas as testemunhas de acusação.
No Fórum de Campo Grande, foram ouvidas seis testemunhas arroladas pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). Entre elas, estão o filho da vítima, Gabriel Mazzini — que deu um depoimento emotivo à Justiça; o chaveiro, que é uma testemunha-chave; os funcionários da empresa de segurança contratada por Bernal; e policiais.
Bernal preso por assassinato
O crime aconteceu em uma casa que pertenceu a Bernal, mas foi arrematada em um leilão por Mazzini, no ano passado. Na tarde de 24 de março, Roberto foi até lá, na presença de um chaveiro, a fim de tomar posse do imóvel, mas foi alvejado por ao menos dois tiros, que atingiram a região da costela, transfixando, e a dorsal da vítima.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 14h; eles realizaram, por cerca de 25 minutos, manobras de reanimação, mas o servidor não resistiu e morreu.
Após o crime, o ex-prefeito se entregou na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro. Já o chaveiro, que presenciou o assassinato, foi encaminhado para o Cepol (Centro Integrado de Polícia Especializada).
Fonte: Midiamax







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